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Tuesday, October 17, 2006

Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Se bem que a distinção entre novela e romance não seja clara, pode dizer-se que a novela apresenta, por um lado, uma maior economia de recursos narrativos do que o romance e, por outro, um maior desenvolvimento de enredo e personagens do que o conto, com diversos personagens e linhas narrativas. Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo origem espanhola já está consagrado: telenovelas.

A novela literária
Os estudos de gênero da literatura em língua portuguesa classificam uma narrativa, grosso modo, em Romance, Novela ou Conto. É comum dividirmos romance, novela e conto pelo número de páginas. Em média, a novela tem entre 50 e 100 páginas, ou seja 20 mil a 40 mil palavras. Entretanto, o romance tem diferenças estruturais importantes em relação à novela e ao conto, estes sim gêneros sem diferenciação em determinados países. Os equivalentes de novela em inglês e francês são novella e nouvelle, respectivamente, enquanto romance se diz novel em inglês e roman em francês.

Para Carlos Reis (2003), enquanto no conto a ação manifesta-se como uma ação singular e concentrada, no romance há um paralelo de várias ações e, na novela, uma concatenação de ações individualizadas.

Eikhenbaum, formalista russo, define a diferença entre um e outro em artigo de 1925. Para ele "o romance é sincrético, provém da história, do relato de viagem, enquanto novela é fundamental, provém do conto (Poe) e da anedota (Mark Twain). A novela baseia-se num conflito e tudo mais tende para a conclusão."
Primórdios da novela
As origens da novela enquanto género literário remontam aos primórdios do Renascimento, designadamente a Giovanni Boccaccio (1313-1375) e a sua grande obra, o Decameron, ou Decamerão, que rompe com a tradição literária medieval, nomeadamente pelo seu cariz realista. Trata-se de uma compilação de cem novelas contadas por dez pessoas, refugiadas numa casa de campo para escaparem aos horrores da Peste Negra, a qual é objecto de uma vívida descrição no preâmbulo da obra. Ao longo de dez dias (de onde decameron, do grego deca, dez), as sete moças e os três jovens, para ocuparem as longas horas de ócio do seu auto-imposto isolamento, combinam que todos os dias cada um conta uma estória, geralmente subordinada a um tema designado por um deles. Refira-se ainda outra obra, escrita em francês, com o mesmo tipo de estruturação: o Heptameron, da autoria de Margarida de Navarra (1492-1549), rainha consorte de Henrique II de Navarra. Aqui, são dez viajantes que se abrigam de uma violenta tempestade numa abadia. Impossibilitados de comunicarem com o exterior, todos os dias cada um conta uma estória, real ou inventada. Em jeito de epílogo, cada uma é concluída com comentários dos participantes, em ameno diálogo. Era intenção da autora que, à semelhança do Decameron, a obra compreendesse cem estórias, porém a morte impediu-a de realizar o seu intento, não indo além da segunda estória do oitavo dia, num total de 72 relatos . Será também a morte prematura que poderá explicar uma certa pobreza de estilo, contrabalançada porém por uma grande perspicácia psicológica.

Instituição da novela enquanto estilo literário
Mas será apenas nos séculos XVIII e XIX que os escritores fundam a novela enquanto estilo literário, regido por normas e preceitos. Os alemães foram então os mais prolíficos criadores de novelas (em alemão: "Novelle"; plural: "Novellen"). Para estes, a novela é uma narrativa de dimensões indeterminadas – desde algumas páginas até às centenas – que se desenrola em torno de um único evento ou situação, conduzindo a um inesperado momento de transição (Wendepunkt) que tem como corolário um desfecho simultaneamente lógico e surpreendente.

Monday, October 16, 2006


Antônio Renato Aragão, mais conhecido como Didi Mocó, (Sobral, 13 de janeiro de 1936) é um ator, diretor, produtor e humorista brasileiro, famoso por liderar a série televisiva "Os Trapalhões".

Biografia
Filho de Paulo Aragão e Dinorah Lins Aragão. Em 1955, tornou-se oficial do Exército (segundo-tenente de infantaria), formado pelo CPOR. Formou-se em Direito, na Universidade do Estado do Ceará em 1961. Aos 25 anos, inscreveu-se num concurso da TV Ceará para trabalhar como "realizador" - uma espécie de diretor, redator e produtor de programas. Ele venceu, demonstrando seu talento e em pouco tempo já trabalhava como ator. O primeiro programa de televisão de que participou foi Vídeo Alegre.

Em 1963, Renato mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de estudar direção de programas e logo foi contratado pela TV Tupi para trabalhar no humorístico A E I O URCA. A mudança para a TV Excelcior em 1964 lhe proporcioniou a oportunidade de criar um humorístico próprio; nascia então Adoráveis Trapalhões, em que contracenava com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marino. Apesar de ter participado de muitos outros programas humorísticos, Aragão nunca se esqueceria da fórmula utilizada em Adoráveis Trapalhões, e finalmente conseguiria consagrá-la em 1975, ao estrear Os Trapalhões, já regresso à TV Tupi, ao lado de Dedé Santana, Mussum e Zacarias).

Renato Aragão atuou em diversos filmes, tendo alguns recebido premiações estrangeiras, como Os Vagabundos Trapalhões e O Cangaceiro Trapalhão, no Festival Internacional de Cinema para a Infância e Juventude(Portugal), em 1984, e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude, no III Festival de Cine Infantil de Ciudad Guayana (Venezuela), em 1993.

Fundou, em 1977, a Renato Aragão Produções Artísticas Ltda., responsável pela produção de filmes, programas de televisão, vídeos e shows, dentre outros. Recebeu, em 1980, o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e, em 1982, o título de Personalidade Ilustre do Estado do Rio de Janeiro, ambos concedidos pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 1991, tornou-se representante especial do UNICEF e embaixador do mesmo órgão, em prol da infância brasileira. Foi condecorado chanceler da Ordem do Rio Branco, título concedido pelo MRE, em 1994. Nesse mesmo ano, foi agraciado com a admissão na Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de oficial, por indicação do Ministério da Educação e do Desporto. Ainda em 1994, Renato Aragão estreou um programa em Portugal, a convite da emissora portuguesa SIC], com a participação dos atores Dedé Santana e Roberto Guilherme, além de vários artistas portugueses. Em 1995, recebeu o título de Cidadão Paulistano, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo. O grupo Os Trapalhões entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, em 1997, como o humorístico brasileiro que permaneceu por mais tempo em exibição na TV.

Renato Aragão encontra-se no seu segundo casamento, com a fotógrafa Lílian Taranto). Tem uma filha com a atual esposa além de outros quatro filhos do primeiro casamento. Dois episódios marcantes evidenciaram o lado religioso de Renato Aragão: o humorista já escalou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, para beijar a mão da estátua, e fez uma caminhada de São Paulo a Aparecida, levando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, para pagar uma promessa feita à santa.

Apresenta o programa anual Criança Esperança, que conta com a participação de vários artistas, e tem por objetivo arrecadar fundos para ajudar crianças carentes.

Renato ficou afastado da TV durante alguns anos por achar que, com a morte de seus companheiros Zacarias e Mussum, o programa Os Trapalhões não faria mais sentido. Em 1998, estreou um programa inédito, com formato diferente, A Turma do Didi. No ano 2000, festejou seus 40 anos de carreira. Em 2002, sua empresa Renato Aragão Produções Artísticas Ltda. comemora 25 anos de sucesso. Nesse mesmo ano, Renato lançou o livro Meus Caminhos.

Televisão
Vídeo Alegre (TV Ceará, 1961—1963)
A E I O URCA (TV Tupi, 1964—1965)
Os Legionários (TV Excelsior, 1965—1966)
A Cidade Se Diverte (TV Excelsior, 1965—1966)
Adoráveis Trapalhões (TV Excelsior, 1965—1966)
Uma Graça, Mora? (TV Record, 1966—1969)
Praça da Alegria (TV Record, 1966—1969)
Quartel do Barulho (TV Record, 1966—1969)
Café sem Concerto (TV Tupi, 1970—1971)
Os Insociáveis (TV Record, 1972—1974)
Os Trapalhões (TV Tupi, 1974—1976)
Os Trapalhões (TV Globo, 1976—1993)
Criança Esperança (TV Globo, 1986)
Os Trapalhões - Melhores Momentos de Todos os Tempos (reprise, TV Globo, 1994—1996)
Os Trapalhões - Melhores Momentos de Todos os Tempos (reprise, TV Globo, 1997)
Os Trapalhões em Portugal (TV SIC, Portugal, 1994—1996)
Os Trapalhões em Portugal (TV SIC, Portugal, 1997)
A Turma do Didi (TV Globo, 1998).
Discografia
1974 - Os Trapalhões - Volume 1
1975 - Os Trapalhões - Volume 2
1979 - Os Trapalhões na TV
1981 - O Forró dos Trapalhões
1981 - Os Saltimbancos Trapalhões
1982 - Os Vagabundos Trapalhões
1982 - Os Trapalhões na Serra Pelada
1983 - O Cangaceiro Trapalhão
1984 - O Trapalhão na Arca de Noé
1984 - Os Trapalhões e o Mágico de Oroz
1984 - Os Trapalhões
1985 - A Filha dos Trapalhões
1987 - Os Trapalhões
1988 - Os Trapalhões
1991 - Amigos do Peito - 25 Anos de Trapalhões
1995 - Os Trapalhões em Portugal
1996 - Trapalhões e Seus Amigos
2000 - Didi & Sua Turma
Solo
1997 - O Noviço Rebelde
1998 - Simão, o Fantasma Trapalhão
1999 - O Trapalhão e a Luz Azul
2000 - O Anjo Trapalhão
2003 - Didi, O Cupido Trapalhão
2004 - Didi Quer Ser Criança
2005 - Didi, O Caçador de Tesouros
2006 - Didi e a Princesa Lili

Tuesday, October 03, 2006

TEATRO
O teatro define tanto o prédio onde podem se apresentar várias formas de artes quanto uma determinada forma de arte.

O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, "lugar onde se vai para ver". Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente a audiência, complemento real e imaginário que acontece no local de representação.Ele surgiu na Grécia Antiga, no século IV a. C.

Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade, quem vê, o que se vê e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imalginário e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.

O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos na audiência.


Grécia Antiga

O antigo teatro de Delfos,(Grécia).A consolidação do teatro, enquanto espetáculo, na Grécia antiga, deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dionísio. A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, através de procissões.

Com o passar do tempo, essas procissões, que eram conhecidas como "Ditirambos", foram ficando cada vez mais elaboradas, e surgiram os "diretores de Coro", os organizadores de procissões.

Nas procissões os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio e, em procissão urbanas, se reuniam aproximadamente 20 mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres), as festas eram menores.

O primeiro diretor de Coro foi Téspis, que foi convidado pelo tirano Préstato para dirigir a procissão de Atenas. Téspis desenvolveu o uso de máscaras para representar pois, em razão do grande número de participantes, era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualisar o sentimento da cena pelas máscaras.

O "Coro" era composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças, relatavam as histórias do personagem. Ele era o intermediário entre o ator e a platéia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de trazer também a conclusão da peça. Também podia haver o "Corifeu", que era um representante do coro que se comunicava com a platéia.

Em uma dessas procissões, Téspis inovou ao subir em um "tablado" (Thymele – altar), para responder ao coro, e assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro (hypócrites). Em razão disso, surgiram os diálogos e Térpis tornou-se o primeiro ator grego.
Teatro no Brasil
O teatro no Brasil surgiu no século XVI, tendo como motivo a propagação da fé religiosa. Dentre uns poucos autores, destacou-se o padre José de Anchieta, que escreveu alguns autos (antiga composição teatral) que visavam à catequização dos indígenas.

A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, trouxe inegável progresso para o teatro, consolidado pela Independência, em 1822. O ator João Caetano formou, em 1833, uma companhia brasileira. Seu nome está vinculado a dois acontecimentos fundamentais da história da dramaturgia nacional: a estréia, em 13 de março de 1838, da peça Antônio José ou O Poeta e a Inquisição, de autoria de Gonçalves de Magalhães, a primeira tragédia escrita por um brasileiro e a única de assunto nacional; e, em 4 de outubro de 1838, a estréia da peça O Juiz de Paz na Roça, de autoria de Martins Pena, chamado na época de o "Molière brasileiro", que abriu filão da comédia de costumes, o gênero mais característico da tradição cênica brasileira.

Gonçalves de Magalhães, ao voltar da Europa em 1867, introduziu no Brasil a influência romântica, que iria nortear escritores, poetas e dramaturgos. Gonçalves Dias (poeta romântico) é um dos mais representativos autores dessa época, e sua peça "Leonor de Mendonça" teve altos méritos, sendo até hoje representada. Alguns romancistas, como Machado de Assis, Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, e poetas como Álvares de Azevedo e Castro Alves, também escreveram peças teatrais.

É importante destacar no Brasil a evolução alcançada pelo teatro de rua em cidades como Porto Alegre e Minas Gerais por exemplo.
Teatro em Portugal
Gil Vicente (1465 - 1536?) é considerado o fundador do teatro português, no século XVI. Este, na sua Farsa dos Almocreves, em 1526, fala do Brasil.

António Ferreira (Lisboa, 1528 - 1569), estudou em Coimbra e também foi o discípulo mais famoso de Sá de Miranda, tendo sido um dos impulsionadores da cultura renascentista em Portugal. Escreveu em 1587, a primeira tragédia do classicismo renascentista português, Castro, inspirada nos amores de D. Pedro I e D. Inês de Castro, traduzida para o inglês em 1597, e posteriormente, para o francês e o alemão.

D. José, rei de Portugal, seguindo as instruções de seu pai, inaugurou em Lisboa, a 2 de Abril de 1755, o Teatro Real do Paço da Ribeira, mais conhecido por Ópera do Tejo, situado junto ao rio, num espaço entre os actuais Terreiro do Paço (Pç do Comércio) e Cais do Sodré. Seria a estrutura mais luxuosa e inovadora do género na Europa, que cairia totalmente por terra com o terrível Terramoto de 1755 e contando apenas sete meses de vida.

Almeida Garrett (Porto, 1799 - Lisboa, 1854), foi um proeminente escritor e dramaturgo romântico que fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa e organizou a Inspecção-Geral dos Teatros, revolucionando por completo a política cultural portuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais. "Frei Luís de Sousa" é a sua obra maior.

Já no século XX encontramos grandes nomes da literatura portuguesa a escrever para teatro, como é o caso de Júlio Dantas, Raúl Brandão e José Régio. Às portas dos anos 60 o contexto político fomentou uma nova literatura de intervenção, que se estende aos palcos através dos nomes de Bernardo Santareno, Luiz Francisco Rebello, José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro, que produziram grandes e intensas obras.

Neste momento existe em Portugal um teatro dominado acima de tudo por encenadores carismáticos como Luís Miguel Cintra (Teatro da Cornucópia), João Mota e João Lourenço (Comuna - Teatro de Pesquisa), Jorge Silva Melo (Artistas Unidos) e Joaquim Benite (Companhia de Teatro de Almada).

Com grande divulgação encontramos o Festival de Almada, FITEI (Porto) e Citemor (Montemor-O-Velho), entre outros, que acolhem o que de melhor se faz em Teatro em Portugal e no mundo

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